Mesmo antes da mais recente Assembleia Geral do Boavista F.C., no passado dia 5, decidi propiciar eleições antecipadas no Clube. Deixando claro que me candidataria e procurando, com o meu gesto, clarificar posições e não dar azo a que se mantivesse um prejudicial e desconfortável clima de paz podre.
Não estou cansado de lutar pelo futuro da instituição Boavista. Bem pelo contrário. Mas desgastam-me os pretensos problemas quando outros, reais, nos atormentam. Desgasta-me a intriga medíocre, como me satura a crítica apenas murmurada em círculos mais ou menos fechados.
O Boavista tem, actualmente, debilidades suficientes para ser obrigado a tolerar os que receiam ou, mesmo, fogem às primeiras contrariedades, ainda que se tornem numa falsa oposição, que parece incapaz de dar a cara e tem voz fraca.
É insuportável chegar, diariamente, ao Bessa e ser confrontado com mais uma nova história, com enredo de qualidade duvidosa e intérpretes à feição.
Tenho o maior respeito pelos que, não estando de acordo com esta ou aquela decisão por mim tomada, assumem frontalmente as suas divergências. A estes, ouço. Com estes, aprendo.
Ignoro, porém, os que, sistematicamente, atiram pedras e escondem as mãos. São os eternos "faz -de-conta", falidos vendedores de promessas, sobre os quais nunca se fará história por bons motivos.
Ainda na passada sexta-feira (dia 12), boavisteiros indignados deram-me a conhecer um panfleto anónimo (obviamente!), insultuoso para mim, mas que me merece total indiferença, porque nada tem a ver connosco. Temos um passado de honra, decência e frontalidade, predicados que os autores do panfleto desconhecem.
O Boavista F.C. e , ao mesmo tempo, a Boavista F.C., Futebol, SAD carecem de paz e dispensam os que preferem servir-se do que servir. Mesmo que insinuem o contrário.
Pessoalmente, continuarei a percorrer o caminho que tenho trilhado. Desenvolverei todos os esforços para que a SAD continue a viver, futuro que também pugnarei para as modalidades que dão corpo ao Clube.
Com os associados manterei o diálogo assíduo, mas nas sedes próprias: Assembleias Gerais ou reuniões informais. Recuso, pois, alimentar pequenos nichos de intriga e má língua, como jamais aceitarei privilegiar núcleos de pretensos iluminados. E, obviamente, não abrirei portas a ideólogos a quem tenha de pagar quotas para disfarçar a sua verdadeira paixão clubista.
Aproximam-se dias curiosos. Mas não será necessário esperar muito tempo para conhecermos o que vão fazer os que se afastaram ou nunca vimos nos momentos verdadeiramente difíceis do Boavista.
Quanto a mim, continuarei a trabalhar com total serenidade.
Àlvaro Braga Júnior
Presidente da Direcção
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