Um golo madrugador de Jorge Ribeiro, aos seis minutos, parecia que ia acabar com a semana de festa do V. Setúbal, que vivia a ressaca do triunfo na Taça da Liga. Até pela forma como foi obtido, o 1-0 de Jorge Ribeiro teria causado mossa entre os sadinos, equipa e adeptos incluídos. Só que esta é uma época de alegria em Setúbal. Das bancadas veio o grito de revolta, no campo os golos da reviravolta.
O período inicial pertenceu por inteiro ao Boavista. Melhor entrada em campo, com os sectores mais bem ligados e a aproveitar o estudo inicial que os sadinos faziam do visitante. Vestido de gala após a conquista da Taça da Liga, os jogadores do Vitória fizeram cerimónia num livre de Jorge Ribeiro, abriram a barreira e estenderam um tapete vermelho para que o remate traísse Eduardo.
O herói da Carlsberg Cup teve um momento infeliz, mas a equipa percebeu que também os melhores precisam de ajuda. O Vitória foi em busca do empate, não estava a conseguir chegar à área boavisteira, mas, quando o fez, atirou a contar. Pitbull descobriu Bruno Gama na área, sobre o lado esquerdo, o extremo sentou Marcelão e rematou. Diakité traiu Jehle e o empate estava consumado.
Ainda mais Vitória e muito mais de Pitbull
Lançados pela euforia dos adeptos, aos gritos de «Campeões, Campeões», os sadinos viraram o marcador. Claro, o 2-1 tinha de chegar da forma mais óbvia: dos pés de Pitbull. Um remate do brasileiro, de fora da área, colocou o Vitória colado ao Sporting na classificação da Liga.
Com o 2-1 aos 18 minutos, o Boavista tentou voltar ao jogo e uma combinação entre Jorge Ribeiro, Kalanga e Fleurival terminou num remate perigoso do último. A partir daí, só deu Vitória e Pitbull. Um livre do brasileiro, aos 31, deu sensação de golo e era isso que devia ter acontecido aos 43, quando Pitbull isolou Leandro, que atirou ao lado. No final dos 45 minutos, o Bonfim via um jogo bem disputado.
Para a segunda parte, Carlos Carvalhal lançou Adalto e tirou Jorginho, que nunca se entendeu com Zé Kalanga. E foi logo no reatamento que a polémica saltou para o relvado. Diakité cometeu uma grande penalidade sobre Leandro e Carlos Xistra, bem posicionado, deixou seguir. Adeptos e jogadores sadinos protestaram e com razão. O ambiente aqueceu após um golo anulado a Auri, mas aí o juiz acertou.
Boavista reduzido a dez, sadinos resolvem
Mexeu também Pacheco, trocou as peças mas manteve a táctica. O Vitória já conhecia as jogadas dos axadrezados e foi sem espanto que o 3-1 chegou. Xistra apontou para a marca de grande penalidade e Pitbull, claro, não perdoou.
Com a expulsão de Luís Loureiro, na sequência do penalty, o Vitória assumiu ainda mais o jogo. Trocou a bola com maior facilidade, fez o jogo escorrer, enquanto o Boavista cerrava dentes, mas nunca teve lucidez, como quem não tem argumentos para discutir e parte para outro tipo de conversas. Em suma, o Boavista não baixou os braços e chegou a assustar com remates de Mateus, Jorge Ribeiro e Marcelão.
Isso não estragou a festa do Bonfim. Ainda havia muito champanhe de reserva e, pela atitude dos sadinos, é bem melhor porem mais umas garrafas no fresco. A época não acabou com o triunfo na Taça da Liga: o Vitória está aí para mais feitos históricos. Para já, «limita-se» a ser quarto na Liga.
TIRADO PELO MAIS FUTEBOL
1 comentário:
Não estivemos no nosso melhor...
Domingo correrá muito bem, tenho a certeza. ;)
Beijinhos e boa sorte.*
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